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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Um pouco de nada e de tudo IV


Instantes depois da minha entrada no café do largo, tinha reparado que a rapariga de cabelo loiro me fixava de modo acido-o, assaltando-me constantemente com o seu olhar doce e de sensibilidade ingénua.
Tomei logo as minhas percussões, evitei o contacto visual e sempre que alguém me falava tentava dar nas vistas falando sobre a voz do meu interlocutores, batendo com a mão na mesa dizendo que não concordava, que era do país…
Ajeitando constante mente de modo primitivo o meu corpo cabeludo para o lado...acenando a pessoas desconhecidas.
Que estava afinal a fazer?
Quem me conhecera, em outros tempos, entenderia, pois sou de natureza tímida...e...preconceituosa.
Numa ocasião por ter deixado o relógio em casa obriguei-me e entrar dentro de um café, acabando por consumir um bolo para poder ler o relógio que estava no canto perto da televisão.
Estaria eu a falar mais alto por assim dizer, para justificar a razão de a rapariga continuar a insistir na minha pessoa?
Para fundamentar alguma coisa que estava de certa forma sem fundamento?
Tendo deste modo, a justificação ou a falta dela, que já ninguém olhava para os meus sapatos que não estavam engraxado ou para o remendo no joelho, mas sim para a minha cara pois estou a declamar que um café morno em Portugal era o melhor que se podia ter …
Ou estria a falsear a minha personalidade?
Demonstrando que sim não tenho medo e que posso e faço...?
Este tipo de rapariga destrói-me...
São seres que desconhecemos e que vêem por em causa a nossa modo de vestir de falar de andar para não dizer o nosso modo de arranjar o cabelo acabando na postura...
Que arrogantes…
Actualmente tenho o cabelo curto, por isso não me penteio, e tenho mais postura quando tento não a ter, visto-me por assim dizer com a roupa mais limpa que consigo encontrar em casa…e os meus sapatos já não os posso engraxar pois deitei-os fora o ano passado…
Quanto a raparigas?
Hoje sou eu quem as fixa, de modo acido-o, assaltando-lhes constantemente o olhar de modo doce e de sensibilidade ingénua…
By:SrPróprio

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Um pouco de nada e de tudo III


Talvez fosse desnecessário, tantos gritos mas tinha de o fazer...
Hoje deparei-me com uma situação bastante estranha.
Como sabes, nunca me faltou nada.
Também nunca precisei de tudo ou o nada era tudo do todo do que realmente precisava?
De qualquer modo por mais obsceno que parece dei por mim sem caneta.
Só queria ter uma caneta, a caneta ou simplesmente só caneta, mas a verdade é que não a tinha e querer ter algo que se não tem é realmente algo de muito frustrante.
Para mais é um instrumento imprescindível para este meu trabalho manual
Não a ter? Ai meu deus nem sei como te dizer, assemelha-se muito com o estar enjaulado, sinto-me como preso, por não conseguir prender por minha vez os meus próprios pensamentos que se evolam em sentidos convexos neste assalto.
Que drama meu amigo, é realmente uma necessidade, e quanto mais penso nisso mais fico nervoso, a minha mão revolta-se e pronto...
By:SrPróprio

terça-feira, 21 de abril de 2009

Um pouco de nada e de tudo II


Actualmente tenho perdido o sentido de prioridade...
Perder o sentido de prioridade assemelha-se de perto como andar no meio dum pântano(e digo pântano para não dizer mata...e andar no meio de mim acredito que seja chato)com uma bússola, mas uma bússola desnorteada.
Passo a explicar, é tão fácil como a correlação entre causa e o efeito. Os nossos actos parecem-nos(a nos) dirigirem-se numa direcção que na verdade é a inversa causando efeitos que não estamos de certo modo a espera...
Pois por mais que tenhamos um raciocínio inatingível, cercado por uma cultura geral infinita e isto tudo vedado por um poder de argumentação incomum se tivermos uma bússola desnorteada nunca vamos para o sitio pretendido...
Isto tudo para dizer que, por mais que as nossas vontade seja de semear a felicidade e o bem, se nos basearmos ou tivermos como fonte orientação um bode mal parido ao nosso lado a depositar-nos constantemente produtos químicos no intuído de melhorar as nossas colheitas...já mais chegaremos a algum lado com as nossas acções, pois esses produtos revelar-se-ao nocivos na ora do consumo...
Por isso, imploro, gente louca...
Tenham cuidado com os detentores das palavras da revolta...
Devemos sempre fiar-nos em dois tipos de informação, neste sentido por mais que a bússola seja boa, olhar para as estrelas ou para o musgo das árvores não nos ira fazer mal tenho a certeza! E caso se revele um fracasso (pois não entendo nada de musgo nem nada de estrelas...) a culpa será apenas minha e ai poderei sorrir!
By:SrProprio

Um pouco de nada e de tudo I

Ilumina-se a alma quando toco neste teclado,

o som dos meus pensamentos ganharem forma instantaneamente neste ecrã...

Eu que recriminava a tecnologia, estou em parte apaixonado...

por algo que não gosto mas que me faz sentir bem.

Diria que a uma compatibilidade entre nos, sim, eu penso e este transcreve, afirmo e ele não discute, não seria perfeito?

Como uma relação egocêntrica, em que a única função do sujeito que nos acompanha a correcção de algumas imperfeições?

Com uma correlação, de opiniões e por fim uma afeição!

Seremos nós, transcritores, seres tão perfeitos que apenas nos suportamos a nos próprios? Olhando para o ecrã como se se trata-se do espelho de algo que se parece connosco, " a nossa alma"...

Fico confuso, por admirar algo que tem alma mas que não tem forma.

No mundo do intelecto... mais vale parecer alguém a vida toda, do que ser ninguém toda a vida! Apesar de fantástico sinto-me frustrado por finalmente entender que ate a tecnologia ultrapassou o ser humano...


By.SrPróprio