Aliás, a Arte!
Para quem a procura,
Apenas lhe posso dizer que anda por ai…
Sim, por ai!
E a quem a encontrou,
Simplesmente nada!
Que esta…
Não se baseia apenas no escrever,
Mas no descrever…
Não só no lembrar
Mas também no relembrar!
Não no sentir,
Mas no ressentir,
Palavra após palavra…
O batimento cardíaco a entrelaçar-se com a respiração recontida!
Unindo um leve requinte ordinário a uma grande subtileza extraordinária…
Aflora,
Todo um conjunto de palavras
Com sonoridades amplas,
Encontrando sempre algo pigmentado
Em todo o doce pensamento.
Profetiza o imaturo,
Sabendo esperar pela ocasião mais oportuna.
Para desfrutar de todo o seu esplendor!
Atingindo o limite do irreal,
Ziguezagueando entre Presente, Memória e Futuro…
Entre uma conjugação pouco provável,
De sentimentos materializada
Por um leve movimento ascensional,
Que transforma o imaleável
E lhe dá aquela forma conjugada.
E sabe…
Sabe abusar das palavras,
Valsando-as e munindo-as de pontos e vírgulas,
Tons de pensamentos atónitos
Contra,
tempos de raciocínios irónicos!
Dá vida a todo um mundo que já está morto…
Dá a querer,
O que poucos sonharam e que raros atingiram…
Consegue iluminar uma paisagem desfocada
Há quem diga mesmo,
Que dá um sorriso brilhante a um triste pensamento…
Ensina-nos a viver…
A ver, o que não se vê!
A sentir, o que não se sente!
A reaproveitar, o que já ninguém aproveita…
Apenas um aglomerado de palavras!
Frases moribundas com faculdades terapêuticas, que se perdem…
Num pequeno descuido,
Que faz sobressair o sentimento dito humano…
Impiedosa fórmula mágica que poucos querem entender,
Que nos sabe manter desconectados da vida real curtindo com o limite do irreal …
Acaba é por ser uma rodada de declamações temporais,
Que arrefece um qualquer ouvinte e que aquece o único orador
E que cai posteriormente, no grande poço do esquecimento.
Para mim, é uma arma que jamais alguém poderá desarmar …
Simplesmente fico embriagado com o cheiro a tinta,
E apaixonado pela textura do papel…
Eu sem ela sinto-me como o sol sem a lua, como o homem sem a vida, como o poeta sem a pena…
By: Sr_Próprio











