sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Estudo precoce


Estava tudo previsto,
A viagem marcada,
O dinheiro contado,
O nosso futuro brilhava,
O álcool corria,
As amizades flutuavam,
Porém surgiram os primeiros imprevistos…

Alguns perderam o comboio,
Tantos outros enganaram-se na estação…
Já lançado na sua maquina,
O maquinista começou a perder as suas carruagens!
Deixando antever o fim das promessas que constituem essa grande obra

Escravos do tempo!
Alguns correram,
Outros fugiram,
E os restantes desapareceram!

A memória é simplesmente algo que se consome com o tempo e se altera com a distância, dissipando-se como fumo branco, anunciando um recomeço dissimulado.

Aos que partiram, aos que ficaram, aos que desapareceram…
Tenho apenas a dizer:
Todos os contos têm um inicio,
Desenvolvidos por meios,
E acabando em fins…

Já se faz tarde
Já tenho as recordações arrumadas
Só me falta fechar a porta,
E apagar as minhas velas uma ultima vez.
Já sinto a liberdade a aclamar-me
Abraçando-me no beijo da escuridão
Só já sei, que é desta.
Não perderei o próximo comboio…


By:Sr.Proprio

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Hoje Jornal de Negócios GRÁTIS

Caros visitantes, hoje o fidedigno Jornal de Negócios faz uma análise mais ou menos detalhada dos pontos chave do Orçamento de Estado para 2009, tendo em conta os "sujeitos" em que incidem as medidas anunciadas. Ah, o melhor é que o Jornal de Negócios hoje é GRÁTIS (sim, não pagará o habitual 1,50€, mas 0€) (ver http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=245564)!
Dirijam-se às bancas de jornais e levem o vosso exemplar! Vale a pena, dado a importância (para todos nós) do tema tratado nesta edição especial e a qualidade com que é tratado.
Um bem haja.
LD

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Destino fatal...




Quem nao gosta não come...



By:SrProprio



sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Pegadas




By:Sr_Proprio

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Álbuns Recomendados (Outubro)

Aqui vos deixo, caros visitantes, algumas recomendações musicais:


Buraka Som Sistema - Black Diamond (29 Setembro), os afro-lusitanos que estão a dar que falar a nível mundial com o seu estilo alternativo e batida contagiante. A não perder!

T.I. - Paper Trail (30 Setembro), o rapper norte-americano que teve o seu auge em 2005 com o álbum The King, tentar redimir-se do seu não tão bem sucedido último álbum, T.I. VS T.I.P. (2007). Podemos esperar rimas inteligentes e um flow único, ou será mais uma desilusão?!

Termanology - Politics As Usual (30 Setembro), acompanhado pelo mítico DJ Premier, este rapper tem tudo para triunfar, letras com conteúdo, flow apurado e instrumentais (de DJ Premiere) pensados ao mílimetro. Definitivamente um álbum a escutar!

Devin The Dude - Lannding Gear (7 Outubro), um dos rappers mais underrateds do momento. Já com uma longa experiência, Devin traz-nos mais um álbum (o sexto), do qual podemos esperar grandes coisas. Boas letras, sobretudo isso...

Ludacris - Theatre of Mind (21 Outubro), cómico, irónico e inteligente, são talvez estes os melhores adjectivos para descrever Ludacris. Longe dos seus melhores anos. Porém, ele sempre nos surpreende...

Missy Elliot - Fanomenal (28 Outubro), ora aqui está uma mulher que nunca me deixa de surpreender. Também ela longe dos seus melhores tempos, mas com uma criatividade e dinamismo fora do comum. Vale sempre a pena escutar...

(Confesso que não tive muito tempo para aprofundar a minha pesquisa quanto às releases do próximo mês, daí as minhas poucas recomendações e o facto de quase todas pertencerem ao mesmo estilo musical [aquele que melhor conheço].)
LD

domingo, 28 de setembro de 2008

I Believe I Can Fly (IV) by LD


Antes de mais nada peço desculpa pelo meu atraso, mas a minha vida tem sido agitada nos últimos tempos. Aqui vai...


Li, no Público de Sábado, que o nosso Presidente Aníbal Cavaco Silva voltou (em menos de um mês) a dar indicações ao Governo acerca do Orçamento de Estado, isto depois de, aquando da sua visita à Polónia, ter "pedido" uma maior verba do orçamento para o campo diplomático e rede de consulados (forma de potenciar relações internacionais mais "íntimas" e saudáveis). Desta feita, em Nova Iorque, o sr. Presidente "pediu" mais verbas para as famílias carenciadas.

Ora, nesta notícia há algumas coisas que me preocupam. Analisemo-la primeiro segundo um ponto de vista jurídico (não se trata de averiguar a constitucionalidade de tais declarações, pois essa questão nem se coloca, mas sim de demonstrar que o Presidente não tem qualquer competência legislativa, muito menos que se relacione com o Orçamento de Estado):


- primeiro, o art. 110º da CRP, no seu nº2, diz-nos que as competências dos órgãos de soberania estão tipificadas na Constituição e que são portanto de ordem pública, não podendo por isso, ser transmitidas, nem reguladas pelo legislador ordinário (princípio da tipicidade das competências dos órgãos de soberania, princípio da intransmissibilidade ou indisponibilidade de competências dos órgãos de soberania e princípio de reserva de Constituição);


- segundo, em nenhuma parte do Título II (Presidente da República), Parte III (referente à organização do poder político) da CRP, está escrito que o Presidente tem competências legislativas, e porque assim é, ele não as tem mesmo. As suas competências são exclusivamente políticas e diplomáticas e apesar de participar no processo legislativo através do instituto da promulgação/veto (uma concretização do princípio da separação e interdependência de poderes, enunciado nos arts. 2º e 111º da CRP), ele não tem qualquer competência legislativa;


- terceiro, sendo o Orçamento de Estado o principal elemento de definição e delimitação das políticas do Executivo ou Governo, faz todo o sentido que seja este a elaborá-lo (exclusivamente). Porém, tratando-se de diploma tão importante para a vida de toda a comunidade, faz também todo o sentido que seja o órgão representativo paradigmático (a Assembleia da República) a aprová-lo (não esquecer que a proposta de lei, partirá sempre do Governo, obviamente). E é isso que nos diz a Constituição no art. 161º alínea g, « Compete à Assembleia da República: [...] g) Aprovar as leis das grandes opções dos planos nacionais e o Orçamento do Estado, sob proposta do Governo »;


- Portanto, tem o Presidente competências que lhe permitam participar no processo de elaboração do Orçamento de Estado? Não! Têm então os seus "pedidos"/"chamadas de atenção"/indicações algum valor jurídico no processo? Não! Preocupa-me então que o Presidente dê estas indicações.


Analisemo-la agora de um ponto de vista político:


- primeiro, o sr. Cavaco Silva, enquanto Presidente, deve promover um clima de unidade, estabilidade e compreensão políticas e isso implica evitar declarações destas (repetidamente), sem aparente razão de ser - com declarações deste teor não estará o Presidente a fazer "oposição"?, indicações aqui e ali, façam melhor, devem investir mais aqui, etc. ...;


- segundo, sendo este o principal instrumento do Governo, o sr. Presidente não deveria fazer "pedidos" nem dar indicações, pois dessa forma estará a pressionar politicamente outro órgão de soberania e a interferir no seu principal elemento de trabalho, limitando-o - onde pára a separação de poderes?;


- terceiro, se pretende fazer uso das suas concepções individuais e políticas, então vete a lei do Orçamento (aqui, do ponto de vista jurídico, fazendo uso do art.136º da CRP), coisa que me parece pouco sensata, uma vez que aquando da etapa de promulgação ou veto, já a dita lei terá passado pelo Governo e pela Assembleia - fará sentido o Presidente não aprovar aquilo que foi aprovado por outros dois órgãos soberanos (um dos quais com legitimidade democrática directa)?, e não estará dessa forma o Presidente a limitar outro órgão de soberania? Ainda assim, do ponto de vista jurídico, poderia fazê-lo;


- quarto, é, quanto a mim, realmente infeliz o facto de, no estrangeiro, o nosso Presidente fazer "chamadas de atenção" ao Executivo - não será esta uma forma de exercer maior pressão política?, pensará quem está lá fora que o nosso Executivo é irresponsável e que o Presidente tem de o chamar à atenção, pedir-lhe que seja mais atencioso em certos aspectos?.




- Concluindo, o Presidente da República não tem competência para participar na feitura do Orçamento de Estado, por isso, os seus "pedidos" são irrelevantes do ponto de vista jurídico nesse processo (não vinculam, quanto muito podem ser persuasivos). Não obstante, políticamente estas declarações podem ter algum peso, podendo mesmo pressionar o Executivo e isso vai contra a separação de poderes. Políticamente, estas declarações parecem-me condenáveis - a não repetir!



PS - Atenção, eu não estou aqui a defender que o Presidente não deve ser interventivo. Sou inclusive da opinião que o deve ser, mas de acordo com as suas competências, constitucionalmente tipificadas. Deve vetar políticamente quando o achar conveniente (exige lucidez e responsabilidade), deve fazer uso do seu direito de requerer fiscalização preventiva e abstracta da constitucionalidade (no Tribunal Constitucional), deve promulgar, etc. . Deve também comentar acontecimentos marcantes, deve tranquilizar o país ou alertá-lo, todavia não deve comentar opções que não lhe cabem a ele e não deve "limitar", ainda que apenas políticamente (com comentários ou com o uso irresponsável do veto político), outros órgãos soberanos, a não ser nos moldes constitucionalmente estabelecidos
(concretização do princípio da separação e interdependência de poderes).


LD

sábado, 27 de setembro de 2008

Frase da Semana ( 3º Setembro 2008 )

   Antes de mais, gostaria de pedir as mais sinceras desculpas pelo atraso considerável da minha rubrica semanal. 

   Como é do conhecimento geral, ontem teve lugar o primeiro debate em que os candidatos à presidência dos Estados Unidos da América se encontravam frente-a-frente. O tema principal do debate era "relações externas", tendo sido dito por muitos que o Senador Mccain "jogava em casa". Por outro lado, o debate teve lugar na primeira universidade onde um negro estudou, o que poderia surgir como um factor de motivação para Barak Obama. Este é o contexto onde se deu o excelente debate, que eu confesso, não vi na integra, pois estava muito cansado, após 23 minutos de debate, sobre a ecónomia, sobre as instituições de Wall Street, sobre medidas legislativas relacionadas com a intervenção na ecónomia, temas a cerca dos quais tenho senão uma pequena ideia, fui me deitar exausto, dormindo sobre os lençóis, de tão cansado que me encontrava.

  Sem mais rodeios, parece-me justo apresentar-vos aqui duas frases, uma de cada candidato, que, na minha opinião, estão carregadas de simbolismo.

   Há que dar prioridade aos mais velhos, pelo que aqui vai a frase de McCain:

"Não podemos permitir um segundo holocaustro.".

   Sendo que o senador se explica de seguida :

"A minha leitura da ameaça do Irão é que se o Irão adquirir a arma nuclear, será uma ameaça existencial para Israel e para os outros países da região porque os outros países da região vão sentir-se também obrigados a ter uma.".

   Obama, falando sobre a actual crise financeira disse: "...este é o veredicto final de oito anos de políticas económicas erradas de George W. Bush apoiadas pelo senador McCain.".

  Escolhi esta frase para que se possa discutir toda a governação do presidente Bush, desde o seu início, não só quanto as suas escolhas politicas na economia, mas tambem quanto ao 11 de Setembro, principalmente quanto à reacção encetada por George W. Bush, quais as outras alternativas etc. Explicando também a escolha da frase de McCain, a minha intenção, é que, se discuta agora numa outra direcção, não tendo em vista o passado, mas sim o futuro, pois é realmente uma frase que aponta para o futuro, ao contrário da frase dita pelo Senador Obama.

~André

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Mais sobre o atentado ao Hotel Marriot

Conhece-se agora, aquele que poderá ter sido o motivo do atentado ao Hotel Marriot no Paquistão. Inicialmente, como o hotel em questão, é um hotel de luxo, frequentado pela classe alta paquistanesa, julguei que este fosse mais um acto de terrorismo "stritu sensu", ou seja, um ataque cujo objectivo seria levar o pânico à população para fazer valer os seus objectivos políticos, neste caso o alvo seria a classe alta, cujos membros exercem mais influência sobre o poder político (lobby). Pelos vistos estava enganado,segundo declarações de Rehman Malik, conselheiro do Ministério do Interior paquistanês, o governo paquistanês deveria estar a jantar naquele hotel àquela hora. Contudo, julgo que devemos esperar por mais novidades, pois tais declarações foram desmentidas pela direcção do Hotel Marriot, daí que tenha começado a minha exposição com uma expressão hipotética.
~André

domingo, 21 de setembro de 2008

Notícias da Semana - A "Crise"

Li, no Público de Sexta, o seguinte: «João César das Neves, professor da Universidade Católica, acredita que uma intervenção do Governo acaba por "ter mais problemas do que vantagens". O problema, diz o economista, são precisamente os moldes em que essa intervenção poderia ser feita. Fixar preços administrativos, tal como acontece na Madeira, "é a pior solução", assegura [ver quadro feito por mim]. A opção defendida pelo PCP, que afirmou ontem ser a favor desta política, "ainda que transitoriamente", é vista como "péssima para os clientes e para os consumidores", refere João César das Neves. "A retórica a que se assiste de demonizar as petrolíferas, sem fundamento substancial, parece-me uma jogada política pouco séria. Se as empresas são assim tão más devem ser fechadas e os administradores presos", acrescentou.O Executivo tem ainda a opção de reduzir o Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), decisão que a Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro) considera "acertada". O professor da UCP não partilha a mesma opinião, explicando que "só seria solução se as variações [do preço do petróleo] fossem temporárias, mas ninguém sabe se as flutuações são permanentes ou não". No final de contas, uma intervenção do Governo "vai ser necessariamente trapalhona e rígida", sublinha, porque "o Estado não conhece o mercado". A prazo, a interferência prometida por Manuel Pinho "levaria a um sistema petrolífero nacional mais instalado, menos competitivo e mais ineficiente", remata.» (ver: http://ww2.publico.clix.pt/print.aspx?id=1343294&idCanal=undefined)

Julgo não serem necessários grandes comentários, pois o professor João César das Neves explicou com grande clarividência o que havia para explicitar. Não obstante, quero somente deixar clara a minha confiança na "mão invisível" do mercado e como consequência a minha total desaprovação quanto a uma possível intervenção do Estado na economia, neste caso, pois isso traria muitos mais inconvenientes que vantagens.

PS - Como dizia há dias o sr. José Pacheco Pereira, no jornal Público, «A "crise" não é o sinal da crise do liberalismo, mas sim do seu normal funcionamento, em sociedades e economias que incorporam o risco e os custos como parte do seu funcionamento normal, das regras do jogo dessa mão que Adam Smith dizia ser "invisível"». E continua «É o capitalismo cruel? Pois é, como a vida. Só que com uma diferença, os ciclos de equilíbrio e crise que sempre gerou foram aqueles que nos permitiram a enorme revolução da qualidade de vida, que desde o século XIX arrancou milhões e milhões de homens da miséria, primeiro na Europa e na América, depois na Ásia e hoje em particular na China. Obcecados pela nossa "crise", não incorporamos no nosso pensamento sobre o mundo essa verdadeira revolução na vida concreta de centenas de milhões de pessoas que se está a dar na Ásia, exactamente à custa daquilo a que, pejorativamente, chamamos dumping. E depois há uma outra verdade como um punho, que convém atirar para os olhos das sereias: não foi certamente o comunismo que fez esta revolução na vida concreta arrancada da miséria da maioria da humanidade, foi o intelectualmente vilipendiado capitalismo.»...Mais uma vez, não poderia estar mais de acordo.

LD

Notícia da Semana

PS teme uma rebelião na bancada parlamentar, devido ao voto no projecto de lei que visa alterar a lei com o intuito do permitir o casamento entre homosexuais. O PS impôs aos seus deputados disciplina de voto no sentido de votar "não" ao projecto de lei em causa. A direcção do grupo parlamentar afirma que tal matéria não estava no programa eleitoral do Governo, pelo que a questão não foi suficientemente debatida na sociedade para se dar este passo tão importante pela mudança total de paradigma que trará. Uma vez que essa questão não foi debatida aquando das eleições, o grupo parlamentar do PS considera que os seus deputados não têm legitimidade social e política para resolver essa questão, sendo que o "não" permite adiar a questão para as próximas eleições. Alguns deputados do PS afirmam que esta é uma questão de consciência, pelo que se impõe a liberdade de voto. 

Uma vez que não sou jornalista, posso permitir-me a dar a minha opinião, que vai de acordo com o  pensamento da direcção do grupo parlamentar do PS. A alteração da figura jurídica "casamento", que é de extrema importância social, provocará uma mudança enorme no paradigma social em que vivemos, pelo que essa mudança deve ser debatida e acordada por todos, para que se respeite a vontade da maioria, isso é o que se faz, na minha opinião,no seio de uma democracia saudável. Penso que, o BE em vez de fazer este projecto de lei covarde, que apenas serve para ganhar simpatias para as eleições, correndo o risco de a proposta ser aprovada na AR sem haver certeza sobre a real vontade do povo português, que é soberano. Pois se o BE está tão convencido que é essa a vontade do povo português, então deveria introduzir essa questão na campanha eleitoral nas próximas legislativas, para que o povo português tenha oportunidade de munir os seus deputados de um mandato que lhes permita votar "sim" ou "não", com a certeza de que o estão a fazer representativamente. Não quero com isto dizer que sou contra ou a favor do casamento homossexual, mas devo partilhar convosco que me assusta bastante ver os deputados da AR, que estão lá para me representar, votar e decidir numa questão que tem tanto que ver com a minha vida e com os meus planos de futuro, sem que a mesma passe pelo meu escrutínio. Isto não é Democracia, isto é manipular o povo com jogos políticos, pois o BE ganha cada vez mais apoio graças ao seu espírito inovador, pena que queira inovar desrespeitando o princípio da soberania popular, base da Democracia. Não quero eu com isto dizer, que os deputados só possam deliberar sobre as questões discutidas na campanha eleitoral, não quero que andem com um bloco de notas com uma lista das matérias em que podem deliberar e posteriormente, quando finda essa lista, vão perguntar ao povo o que fazer, mas nem todas as matérias são qualitativamente iguais, isso será pois fácil de perceber, existem grandes temas da política nacional, para os quais se deve consultar o povo, o referendo seria uma boa opção, embora noutro timing, ou então proponho que discuta essa questão nas próximas legislativas, tal como o PS se propôs  a fazer um referendo para mudar a lei sobre o aborto e ganhou com maioria absoluta, tal poderia acontecer com outro partido, ou o mesmo, que prometesse mudar a lei do casamento, o tal art. do código cívil, ou então a convocar um referendo, para que o povo saíba no que vota e para que vota, tendo assim algo a dizer nas grandes opções nacionais cuja avaliação está ao alcance do povo, pois ao contrário das opções legislativas, em sentido técnico-jurídico, ou as opções económicas, que são demasiado complicadas para que o povo consiga reflectir sem ser manipulado pelos líderes da oposição e governo, esta é uma questão de caríz pessoal,ou seja, tem a ver com a consciência de cada um.

~André

sábado, 20 de setembro de 2008

I Believe I Can Fly (III) by LD




Li no Público de Sexta (http://jornal.publico.clix.pt/magoo/noticias.asp?a=2008&m=09&d=19&uid=&id=276501&sid=55185a=2008&m=09&d=19&uid=&id=276501&sid=55185) que o candidato republicano John McCain afirmou que caso seja eleito não se reunirá com o primeiro-ministro espanhol Rodriguez Zapatero. Porquê?! perguntam vocês. Porque pelos vistos para McCain, o congénere espanhol de Sócrates não partilha dos mesmos princípios que os EUA ("direitos humanos, democracia e liberdade"). Como é óbvio, esta declaração causou enorme polémica, mas McCain reafirmou a sua intenção. Há quem diga que McCain confundiu Zapatero com um qualquer líder sul-americano "anti-EUA", mas a confirmação parece deixar claro que ele sabia a quem se estava a referir. Não sendo dia 1 de Abril, só posso crer que se trata de uma verdadeira notícia.



PS - O sr. McCain esquece-se é do constante desrespeito norte-americano pelos direitos humanos, por vezes até mesmo em missões que visavam combater os "malvados" que não respeitam os direitos do Homem. Esquece-se também que democracia nem sempre tem sido a palavra que melhor descreve os regimes que eles "financiaram" ao longo de décadas. Esquece-se ainda que com NSA's, CIA's, FBI's, etc., e as tecnologias "big brother", a liberdade talvez não seja assim tanta entre portas...Ah e esquece-se por fim, que Zapatero é primeiro-ministro de Espanha, um país que se pauta pelos ideias democráticos e liberais. Talvez pense que em Espanha ainda manda o General Franco (será ainda mais conservador que eu pensava?!). Mais uma declaração exemplificativa do que nos (Mundo) espera se os republicanos ganharem a corrida à Casa Branca. E tenho dito...




LD

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Sabia que...

Sabia que Portugal é, segundo um relatório do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para as Mulheres (UNIFEM), o sexto país com menor diferença salarial entre sexos (9%). O país com a menor diferença é a Malta (3%). Porém, em questões relacionadas com a participação política efectiva das mulheres e o papel sindical delas (por exemplo), Portugal já não apresenta índices tão positivos... Igualdade, acima de tudo!
LD

Como diria alguém que ainda não conheço "são momentos"...



quinta-feira, 18 de setembro de 2008

AJUDE-NOS A MELHORAR - INQUÉRITO

Caros visitantes, antes de mais gostaria de agradecer-vos por se manterem fiéis ao nosso blog, isso para nós tem sido muito importante.
Todos nós achamos muito relevante saber quais as vossas preferências e qual a vossa opinião relativamente ao nosso blog. Vai daí criámos um inquérito muito simples, com apenas dez perguntas também elas sem qualquer complexidade.
Nós queremos ser melhores! A medida do nosso sucesso depende quase exclusivamente do vosso feedback. Como tal, gostaríamos de vos pedir que colaborassem connosco e preenchessem o inquérito. Só assim podemos melhorar.
Basta clickarem em VIEW SURVEY, na coluna do lado direito, ou aqui.
Obrigado pela vossa disponibilidade!
Um bem haja de toda a equipa do FreedmenTimes!
LD
Sr. Próprio
André
Nazaré
António

Sabia que...

Sabia que, segundo um estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), em Portugal cerca de 60% da mão-de-obra não tem qualquer formação específica?! E , no grupo de 27 países da OCDE, somos somente melhores que a Turquia (64%).Este é talvez um dos factores que mais pesa para a nossa falta de produtividade. Não o único, mas um dos que mais pesa...


(em mais detalhe, ver: http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1342106&idCanal=57).

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Mais vale um risco, do que nao arriscar!


By:SrProprio

Ou te calas, ou entao nao digas nada...obrigado




By:SrProprio

Coisas que nao se vêem




By:SrProprio

Frase da Semana ( 2º Setembro 2008 )

Passada mais uma semana, aqui estou eu de volta para vos brindar com mais uma frase. Devo confessar que a busca não foi fácil, contudo, de entre várias opções escolhi a que me parece mais polémica. Sem mais rodeios, aqui vai: 

"Obama como símbolo de ultrapassagem da questão racial não interessa nada."

Obviamente o autor desta afirmação clarifica a sua ideia de seguida: 

" A questão está resolvida nos Estados Unidos e os grandes marcos dessa tradição até são republicanos. Como Yves Roucaute recordava há duas semanas (Figaro, 4.9.08), o partido republicano foi criado por Abraham Lincoln contra o partido democrata esclavagista; o voto aos negros foi dado pelo republicano Ulisses Grant em 1870, e não pelo democrata que o antecedeu, Andrew Johnson; o partido democrata só começou a aceitar a igualdade de direitos em 1961; a primeira nomeação de afro-americanos para cargos como o de chefe de Estado-maior e o de secretário de Estado foi feita pelo republicano George W. Bush."

Independentemente dos factos que levam o autor da afirmação, Vasco Graça Moura, a pensar dessa forma, vejo-me forçado a discordar. Não me parece correcto ignorar todo o simbolismo que a eleição de um negro como Presidente dos EUA teria apenas porque os negros já não são escravos há muito tempo, é certo que Obama não é um Martin Luther King, é certo que não é nenhum messias, tal qual o Salvador Jesus Cristo, que vem salvar os negros da opressão branca. Porém, a vitória de Obama será a prova de que os americanos não têm problemas em confiar o poder a uma pessoa negra, o voto de cada um representará um pequeno deposito individual de confiança na competência e nos ideais de Obama, o que não acontece com os outros negros que foram nomeados por Bush, não existe o apoio das massas, trata-se apenas do reconhecimento da qualidade desses senhores pelos seus pares, incomparável a uma vitória de Obama que arquivaria para sempre o processo da discriminação racial nos Estados Unidos.

Source : [http://dn.sapo.pt/2008/09/17/opiniao/felizmente.html]

~André