sábado, 6 de setembro de 2008

Piadas à moda da Madeira...

http://diario.iol.pt/sociedade/alberto-joao-jardim-madeira-jardim-psd-psdm-menezes/983865-4071.html

No Diário de Notícias de Sábado (23 de Agosto), vinha uma notícia acerca do sr. Alberto João Jardim. Para muitos este é o homem que diz o que todos têm medo de dizer, é aquele que toca na ferida, o que se fosse primeiro-ministro tirava-nos da miséria, e mais umas quantas babuseiras. Todavia para mim não passa de um comediante populista. No dito artigo, o sr. Alberto João dizia que não era justo dizer-se que o PSD não fazia oposição, pois "é o PSD/Madeira quem faz oposição não apenas ao Governo socialista, mas ao próprio sistema político constitucional", portanto o PSD faria oposição sim, mas através da sua "filial" madeirense. Que este sr. jamais mede o que diz já nós sabiamos, mas contínua a surpreender-me. Fazer oposição não é dizer mal de tudo o que o Governo faz, não é atacar sem razão os membros do Governo só porque são de outra cor política ou porque têm outras concepções, não é criticar medidas só porque não são as que se ambiconava. Isto é, por ser o vocábulo "oposição", não significa que por tudo e por nada se tenha de estar nos antípodas (pois isso pode , até certo ponto, ser prejudicial para o país) . Fazer oposição é algo que não se vê muito por cá, é um acto que exige responsabilidade e discernimento, é apoiar o Governo quando são tomadas medidas importantes, é criticar o Governo sugerindo alternativas, é analisar de forma perspicaz as medidas do Governo e saber aceitá-las desde que se mostrem eficazes, é investigar/estudar e estar um passo à frente do Governo, demonstrando-lhe as melhores maneiras de encarar certa temática, etc. Ora, Alberto João nunca soube o que era fazer oposição, ele manda uns "bitaites", nem sabe se acerta se não, nem se preocupa, o que interessa é "mandar umas postas de pescada para o ar" e falar do que o povo quer ouvir (apela ao senso comum do povo, mas já não lhe apela à razão), sendo isso verdade ou não, certo ou errado, ético ou bárbaro, dando alternativas ou somente criticando. Resumindo, faz mais oposição o PSD do continente no quase total silêncio em que se fechou, que o sr. Alberto João com as suas copiosas "larachas".
Portanto, sr. Alberto João poupe-nos as gargalhadas, pois são tantas e repetidas as "anedotas" que qualquer dia deixam de ter piada.



6 comentários:

André disse...

Mais uma vez, o Sr. Alberto, decidiu presentear-nos com uma graçola. Não resta dúvidas que o Sr.Alberto é um político exímio, diz o que os eleitores gostam de ouvir, toma decisões fáceis e critica sem apontar soluções, coisas dificílimas por certo. Porém, acho que deveria guardar essa sua habilidade para quando ela é de facto, necessária e apropriada, ou seja, para as campanhas eleitorais, para os debates políticos (meu Deus como é doce a magia dos adjectivos). Parece-me então útil, relembrar ao Sr. Alberto, que a sua função neste momento é ADMINISTRAR, juntamente com o governo regional, a Região Autónoma da Madeira (mais um adjectivo bonito, autónoma, não independente!). Por outras palavras, bem ao jeito do Sr. Alberto, este excelentíssimo senhor está a "meter o bico onde não foi chamado", a politica a adoptar pelo PSD, como partido à cabeça da oposição, é da competência da Sra. Secretária Geral do PSD Manuela Ferreira Leite, caso o Sr.Alberto queira dar a sua opinião, faça-o nos comícios do partido( pois Sr.Alberto, aquilo não era uma competição para ver quem comia o leitão assado mais depressa, ali fazia-se política, que para si só se faz à frente dos microfones da TVI).
Quanto à graçola própriamente dita, não sei qual o problema do Sr.Alberto com a CRP, mas caso esta se demonstre inapropriada, como diz o nº.1 do art 284º: " A Assembleia da República pode rever a Constituição decorridos cinco anos sobre a data da publicação da última lei de revisão ordinária.". Pois, que chatice, também não compete ao Sr.Alberto mudar a Constituição (cujos limites se encontrão nos artigos 288º e 289º).Porém, se me permitem, tenho de concordar com o Sr.Alberto, alguma coisa deve estar mal no nosso sistema constitucional para permitir que uma pessoa de tal categoria (boa ou má, deixo à vossa inteira escolha) esteja no poder durante tanto tempo, felizmente a lei mudou Sr.Alberto, infelizmente não sei precisar melhor, mas sei que o Sr.Alberto já só se pode candidatar mais uma vez, eu sei, eu sei, Sr.Alberto, primeiro há que fingir que não quer, para depois aparecerem as assinaturas e os microfones da TVI, o seu instrumento político favorito.

Marta Carmo disse...

Desde a minha infância que classifico o Sr. Alberto João Jardim como uma pessoa mal educada, que tenta ser engraçado sem ter graça nenhuma e que se intromete em assuntos que não lhe dizem respeito. Esta sua última piada é um belo exemplo do seu carácter.
No entanto,há uma parte do carácter do Alberto João que só descobri este verão quando fui de férias para a R.A. da Madeira e que me elucidou porque é que os Madeireinses continuavam a eleger esta personagem. Todas as pessoas a quem perguntávamos afirmavam que ele é um político diferente, que promete e cumpre e isso manifesta-se a olhos vistos: bons acessos a toda a parte da ilha (nunca tinha visto tantos túneis, enquanto a minha cidade tem as estradas todas numa desgraça, óptimas para provocar acidentes), suficiência de transportes públicos, elevado nível de segurança, limpeza do espaço público como nunca tinha visto e grandes áreas comerciais. Sinceramente, quem dera a muitas zonas do continente que tivessem tal nível de desenvolvimento (aqui no algarve acho que só a Quinta do Lago é que está melhor).
Nesta medida, lamento que o Alberto João Jardim só se possa candidatar mais uma vez porque há um grande risco de se criar um ping-pong PS-PSD como no continente que estagnará o desenvolvimento da R.A.. Também assim percebo em parte(mas não dou razão) a muitas piadas tristes do Sr. Jardim.
P.S. Não me considerem pró-alberto joão! Foi apenas um ponto que achei importante referir porque acho que muitos no continente não têm essa noção

André disse...

Pois, mas não te esqueças dos fundos, os fuuuuundos Martinha. Já agora, foste à Madeira e não nos convidaste sequer? ai ai ...
Mas percebo o que queres dizer, há realmente muitos presidentes de câmaras que não têm metade da competência do Sr.Alberto

LD disse...

Precisamente André, os fundos! Eu costumo dizer: "Com o dinheiro dos outros também eu faço milagres!".
Marta eu vivi na Madeira cerca de dois anos quando ainda era muito jovem. Mas lembro-me do potencial turístico que aquilo tinha/tem. Lembro-me também de algumas coisas boas que lá existiam e que cá não. Porém, o facto de o sr. Alberto João Jardim investir imenso em obras públicas não diz nada da sua competência. Além disso, para as avolumadas somas de subsídios que a R.A. da Madeira recebe, o que tem sido feito não é nada de mais. Mas foi feito dir-me-às! Pois foi. E eram necessárias?! Sim, algumas, outras nem tanto. Ora ai está. O povo quer que se gaste o dinheiro, quer ver obras. Não procura saber se foi um bom investimento, se a região tirou algum partido disso, se o orçamento da obra foi equilibrado, etc.. O povo ilude-se com o betão. Todavia o betão não é necessariamente sinónimo de boa gestão, nem de progresso. E assim se enche a barriga do povo ("para inglês ver", como se costuma dizer). Tu tão bem como eu sabes que se vota em quem "aparenta" fazer mais (ui as obras públicas são um belo chamariz) e não em quem te pede para apertar o cinto.
E mesmo quem vai agora a Madeira, sem procurar conhecê-la mais a fundo, vem de lá com uma ideia muito positiva acerca da ilha. Lá todos vivem bem, acreditas?! Não e sei do que estou a falar. A Madeira é mesmo uma das regiões mais vulneráveis à pobreza persistente, i.e., por mais de dois anos (incidência de 15,1%, apesar da sua distribuição ser somente de 4,2% _ ver http://www.fnac.pt/pt/Catalog/Detail.aspx?cIndex=0&catalog=livros&categoryN=Livros&category=sociologia&product=9789896162535).
Contudo, é inegável que alguns progressos foram feitos. Mas o investimento na melhoria da qualidade de vida dos locais talvez não tenha sido uma prioridade.

LD

Marta Carmo disse...

Quanto aos fundos, o que é certo é que foram aproveitados em obras públicas, o que é melhor do que em carros para privados. É verdade que o Betão pode servir para inglês ver mas sem bons acessos não se consegue desenvolver uma zona pois esta fica isolada. É também verdade que não conheci a ilha em profundidade e obviamente que não devem viver todos bem (infelizmente) mas fui a todos os sitios da ilha (não apenas turisticos) e não vi bairros de lata (coisa que eu vejo aqui).
Não quero mesmo dizer que o Alberto João Jardim é um bom governante, quis apenas dizer que não é tão mau, mas nunca que devemos seguir o exemplo dele (a sério, aquele homem irrita-me).

LD disse...

O problema é que aproveitados é relativo, pois tendo em conta o volume de fundos disponiveis, o que foi feito não é nada de mais (como disse).
Sim, é verdade que sem bons acessos não se consegue desenvolver uma zona na sua multidimensionalidade. Mas é também verdade que os dinheiros públicos têm de ser geridos de forma sustentada ("quem não tem dinheiro, não tem vícios").
Quanto aos bairros de lata, eles existem ou pelo menos quando eu lá vivi existiam (não ponho de fora a hipótese de hoje a realidade ser outra).
Aqui nunca se disse que ele era mau ou bom governante (eu pelo menos não o disse), somente opinei acerca da forma rídicula como o sr. Alberto João Jardim tem por hábito se expressar.

LD

PS - por vezes ele também me irrita.