quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ter_asas para poder cair mais longe



Queimei-me com o sol,
Pois levaste-me aos céus!
Não sei bem como, nem por onde,
Simplesmente estava desatento!
Sim, perdido em mim pensando em ti!

Mais uma vez,
Não consigo respirar,
Faltam-me as palavras,
Perco o fio!
Diga o que diga, nada faz sentido…
E agora?
Os meus olhos perdem-se nos teus,
O teu contacto visual torna-se um vício…
Vejo-me em ti, na mágica reflexão de um nós!

Detesto amar-te…
Mas este papel que me conhece,
Bem sabe, que “sofrer por ti não é sofrer”
É como morrer, como crescer, como sorrir, como fazer sorrir…

Ao anoitecer,
Revejo-te a sorrir em sonhos,
Onde mais uma vez te adivinho linda!
Numa paisagem, com a iluminação e enquadramento ideal…
Onde tento desenrolar o meu coração,
Seguindo-te, por entre as sombras dos teus desejos!

Mas como em qualquer réplica ou imitação...
Apenas te posso ter num desfoco de uma realidade passada,
Pois jamais poderei igualar o momento original…
Havendo sempre aquele toque pessoal,
Que desfaz este sonho, e te torna impessoal!

O poder das tuas palavras submete-me a dúvidas,
(Fico confuso)
Sabes-me tão bem,
Já escrevo o teu nome em toda a parte,
Sem dúvida, para aumentar a esperança de te ter!
Mas tenho medo…

Pois és uma droga,
A minha droga,
Droga que tento consumir com moderação,
Mas que na verdade não controlo, pois consumo-te até à exaltação.

Fazes-me sentir coisas diferentes,
Entro no mundo que está depois do mundo,
Esqueço tudo!
Nunca fui tão longe,
Nunca demorei tanto a voltar.
E com um puf
Sinto um calor e um frio
Um delírio e sim, agora um suspiro.

Entre versos e contra-versos,
Entre tempos e contratempos,
Faço o que posso…
Tentando marcar a distância…
E, alinhá-la em compensações
Mas na verdade já não posso
E hoje,
Estou prestes a desistir…
Já tens tudo!

És simplesmente
Demasiado irreal para seres real,
Demasiado grande para eu estar à tua altura…
Sensivelmente insensível,
Mas o depois está no antes
E este é o meu grito de amor neste teu campo de batalha…

Batalha,
Na qual fui Abandonado, Amputado, Alvejado…
Por compromissos e imprevistos!
Na qual tive feridas remendadas por compensações e justificações…
Agora sangro …
Sangro, a sorrir para a minha morte.
Olhando para este vermelho que derrama do meu peito.
Sim, este meu sangue causado por ti…

É verdade, menti-te e quero-te!
Mas quero-te, não como quem quer,
Mas como quem não quer.
De qualquer modo já é tarde!
Pois já sinto a terra que me cobre os pés.

Nenhuma paixão me atrai…
Mas contigo é simplesmente diferente,
Vou por isso escrever,
Não para te ter…
Mas para não te esquecer!
Pois quero-te em memória, em papel,
Para recordar este sonho
Que foi conhecer-te…

Não sou nenhum herói
Apenas um solitário a quem perturbaste a solidão.




By: Sr_Próprio

1 comentário:

Xarah disse...

Que palavras é que se pode usar para puder descrever um poeta?!?

Não há nada a dizer... Já está tudo dito. És o Sr. Próprio... O que escreves acaba por ter uma magia especial pk é tudo "propriamente teu...."

Hoje ja num escrevo mais nada pk tou a morrer de sono e na digo nada k se aproveite!

Beijo***