sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Turbilhão de ideias




Digo coisas que não entendo
Leio coisas que não estão escrito
Penso no que não faz sentido
Descrevo o que não existe
Escrevo torto em linhas que ate me parecem as direitas
Estarei a morrer aos poucos?

Sou apenas metade de um ser dividido…
Que Vê cursos de água
Que descem da sua face e que
Fissura pastas de eucalipto,
Sempre que se magoa!

Desenho letras de traz para a frente
Letras mortas de nulo valor…
Não há remédio para o meu desespero
Quero pensar em silencio ouvindo o silêncio
Duvidas e mais duvidas, sem resposta objectiva
Tenho o coração grande certo!
Mas também tenho uma foto pequena de mais há mesa-de-cabeceira!

Infantilmente vou contra todas as regras
De boa educação…
Dou nas vistas…
Pois o que quero não se come,
O que quero não se toca
O que quero não se vê
Apenas se sente
Quando tomo conta do teu corpo
Quando tomas conta da minha alma

Os acontecimentos geram acontecimentos
Agora tenho a alma rasgada e pensamentos destruídos
Assaltaste-me as emoções, não consigo pensar!
Não consigo sentir…
Tenho simplesmente o cérebro lesionado
Por invasões de questões insolúveis …
Estou a beira de um ataque de letras
De uma asfixia instruída!

Porque escrever mais?
Mais uma das cartas que nunca foi escrita…
Mais uma carta que jamais será lida…
É bem conhecido, as almas são muitas e misteriosas ainda mais,
Muito gente morreu e morrera antes que desista,
Desista dessas minhas palavras que querem coisas que eu não entendo!
Mas espero…
Vejo mãos sem dedos!
Oiço a chuva a chegar ao sol…
Como legumes azuis amarelos e verdes
E não vejo a hora…já não faz sentido esperar!
Quem me garante que estarei vivo quando receber a tua resposta?

A melancolia encaminha-me por certos caminho que receio!
Admito, tenho medo, pavor…
Na minha cara estão desenhados a traços pesados o terror de morrer,
Sozinho cercado pelo vazio e a indiferença deste meu inevitável destino…

Também já não sei o que fazer para estar bem com a minha alma…
Para ser sincero tenho mais vontade de partir do que desejo de ficar
Morrer ou viver, é me indiferente
Tudo depende se te tiver a meu lado…

Se ainda escrevo, é apenas para os sonhadores,
Quando estes morrerem…
Também eu morrerei…
By: Sr_Próprio

1 comentário:

Marta disse...

Thomas =)
Somos todos escravos do que sentimos. Mas serão os momentos que fazem de nós o que somos? Tu próprio me disseste (eu nunca me esqueço do que me dizes) que eram as nossas escolhas. E não ha nada mais simples, mais natural que seguirmos a nossa vontade mais inconsciente.

Um Beijo*