quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Desculpa-me...



Pela minha incompreensão
Pela minha impaciência.
Mas não, posso esperar mais,
Os teus nãos, são cada vez mais sonoros e acentuam
Estas tuas verdades invertidas,
Que pressinto como mentiras.

De qualquer modo, já não tenho mais tinta
E as palavras já me falham…
Gastei-as ambas a tentar entender-te!

Temos tudo mas não conseguimos obter nada,
Ambos teimosos e mal formados,
Eu argumentador e tu nem uma palavra
Cão e gato? Policia ladrão? Toque e foge?

Não sei ao que estamos a jogar,
Mas se tivesse as regras seria muito mais fácil.
Digo-te tudo o que sinto,
E estas verdades corroem-me
Pela ausência das tuas palavras que não me consegues dizer.

Bem sei que sou dos que paira no céu
Perdido em nuvens de pensamentos!
E que tu, és das que se atam a terra
e se prendem a realidade.

Mas de qualquer modo a lei do tempo entrou em acção,
E hoje já nem palavras, apenas troca de olhares,
Ate por fim,
Desaparecer e me tornar apenas um ilusão

Que triste destino, e tudo por causa do medo,
Do medo de te amachucar…
Do medo de não estar a altura,
De sofrer talvez também,
De amar sem ser amado
Mas em fim
Sou mesmo assim,
Procuro sempre o que não posso encontrar!

As regras atrofiam o verdadeiro sentimento
E a pura expressão da natureza
Cortando os ramos supérfluos,
Fixando limites razoáveis ou convenientes…


By: Sr_Próprio

3 comentários:

Alexandra disse...

Tua fa~!
Escreves bem!
As tuas palavras tocam no coraça~o!
Quem me dera ter esse talento, que tu tens!

Anónimo disse...

tu és do género de pessoa que "o que já fiz não me interessa
só penso no que ainda não fiz"
mas depois escreves textos no passado de forma a tentares viver o que não conseguiste viver correctamente
arrependimento?
(acho isso magnífico. é um belo passatempo)

Sr_Próprio, tenho que ir
o meu chá está a arrefecer

DiogoTomaz disse...

é deveras este o meu favorito.

tal como já te tinha dito, consegues muito bem escrever aquilo que sentes e dás a entende-lo.
parabéns!